A Revolução Pendente na Revolta
Outubro 29, 2008
O sábado 4 de Outubro Estaleiro Editora teve um pretexto para ir à Pedra, a zona velha de Vigo. Havia um convite de Raquel Paz, responsável pela Comissão de Língua do C.S. A Revolta, quem mostrara o seu interesse por incluir nas actividades do centro uma apresentação do seu projecto editorial. Tal interesse derivava do firme compromisso da editora com a língua do país e ainda, do seu respeito pela escolha normativa dos autores ou autoras. Aliás, esse dia foi a primeira oportunidade para apresentar em sociedade o que hoje continua a ser o livro mais recente de Estaleiro (e primeiro número da série de ensaio), A revolução pendente. Feminismo e Democracia. Junto a Estaleiro, representada na ocasião por Alba Viñas, e para além de Raquel Paz (revisora, aliás, do livro), esteve o autor do livro, Carlos Diegues.
O acto começou um bocado tarde, passadas as nove da noite, embora não tardasse em captar o interesse do público habitual do centro; nesse sentido, Estaleiro beneficiou-se da convocatória de actividades anteriores e posteriores. Por isso, na medida em que avançava a palestra, o local ia enchendo-se cada vez mais. Alba Viñas, a representante de Estaleiro, expôs durante uns dez minutos as linhas básicas do projecto editorial, e nos quinze minutos seguintes, Diegues analisou as chaves do seu livro, tentando suscitar no público uma série de questões para o debate, que afinal foi bastante animado. Falou-se, por só lembrar algum dos pontos fortes, da relação entre o feminismo e outras ideologias, como o socialismo, da compreensão do conceito de democracia, do papel da utopia no movimento feminista, e outros, o qual alongou o encontro fora do tempo inicialmente marcado. Viu-se, pois, que o projecto editorial e o livro gozaram da aceitação geral; por isso, Estaleiro Editora valoriza a presença em Vigo como um autêntico sucesso, para o centro social, a Revolta, para o autor e, naturalmente, para a própria Estaleiro.
Estaleiro Editora no Galician Books
Outubro 23, 2008
Nós continuaremos apostando no nosso interesse em explorar as margens mas… no sistema editorial galego faz falta tanta coisa que nem sempre nos deixam jogar à nossa marginalidade e alternatividade pretendidas, as vezes até nos prendem de um reconhecimento não pretendido!
Para a nossa surpresa, depois dos jornais, as livrarias ou os webs institucionais que nos concederam a sua inesperada atenção nos últimos meses… Estaleiro aparece agora na listagem de editoras galegas referenciadas em Galician Books, publicação institucional da Conselharia da Cultura da Junta da Galiza editada para a Feira do Livro de Frankfurt.
Parece que, embora critiquemos a política de subsídios e o estado do sistema editorial… que não concordemos com a censura normativa, com o mercantilismo das empresas culturais, com o copyright e demais… não há muito problema em nos reconhecer nem em, inesperadamente, publicitar que estamos ai… Às vezes parece, não se sabe bem se por necessidade ou por vontade de inclusão, que o sistema literário galego conta com estes jovens que jogam a pretender provocar uma outra ordem das coisas…
… e nós, não se preocupem, continuaremos a brincar livres.
Obrigados pela atenção.


