Este é o blogue de Estaleiro Editora!
Março 21, 2008
Este é o blogue de Estaleiro Editora.
Aqui poderás saber dos novos textos, actos, entrevistas, críticas…
relativos a
e outras editoras independentes.
Fume / Insomnio finalista dos premios AELG 2009
Abril 2, 2009
O libro Fume / Insomnio da autoría de Rubén Ruibal Armesto e Carlos Losada Galiñáns, publicado en 2008 por Estaleiro Editora, foi nomeado finalista da modalidade de teatro dos Premios AELG 2009.
De Estaleiro Editora congratulámonos polo recoñecimento que este nomeamento implica para os autores e agradecemos a atención da Asociación de Escritores en Lingua Galega ao material dunha editora alternativa e independente como a nosa.
De Estaleiro Editora desexamos a mellor das sortes para o libro dos nosos autores e parabenizámonos de un dos recoñecimentos que, xuntamente co das lectoras e lectores, valorizamos especialmente, o dos escritores, para cuxa liberdade tenta contribuir, modestamente, un proxecto como o noso.
Disponibilizamos, continuación, a lista completa dos nominados na categoría de teatro:
1. Fume / Insomnio, Rubén Ruibal Armesto e Carlos Losada Galiñáns
2. Historia da chuvia que cae todos os días, Roberto Salgueiro
3. Nachtmahr, Raúl Dans
4. Unha primavera para Aldara, Teresa Moure
Capa de Fume / Insomnio:
Xesús Couceiro: «O libro galego destruíuse»
Março 15, 2009

Reproduzimos agora, no blogue de Estaleiro Editora, alguma das interessantes reflexões de Xesús Couceiro publicadas por La Voz de Galicia numa entrevista do passado 9 de Março. As palavras do livreiro compostelano desenham, amparadas no conhecimento e na experiência, uma realidade da indústria editorial galega muito próxima de algumas das valorizações que, ao respeito, se têm feito desde Estaleiro Editora. Possivelmente é por isso que não estranha que a livraria Couceiro tenha sido, desde que publicámos o nosso primeiro livro, um espaço aberto e capaz de de colaborar com uma editora independente como a nossa, demonstrando que, para além de especializada em livro galego, Couceiro é uma empresa com vontade e conciência de dinamização social da cultura em chave galega.
Perguntado por se morrerá o livro em galego Couceiro responde:
-Non, pero cambiou moito. Hoxe non se le e non se compran libros. O libro galego destruíuse, fixeron pan para hoxe e fame para mañá. Non hai ningún produto no mercado que poida subsistir sen promoción, ningún. O Goberno gasta moitos cartos no que lle chaman promoción, pero eses cartos van destinados a subvencionar aos editores, e o libro non chega a onde ten que chegar. Regálanse moitísimos libros en galego, hai a idea de que non fai falta compralos. Agora, a fame que anunciei hai vinte anos, xa chegou. Teñen almacéns ata o teito e non os poden resistir, e os regalan ou os guillotinan para que non se saiba.
Para continuar afirmando que:
-Eu teño libros a catro perras porque os editores non se dan desfeito deles.
E finalizar a entrevista dizendo:
-O libro galego, por este camiño, non vai desaparecer, pero si van desaparecer as canles de comercialización, moitas librerías. Os editores venden directamente nos centros de ensino, cos descontos dos libreiros, tamén para os mestres particularmente, e se os mestres non entran nas librerías, tampouco os alumnos.
Entrevista a Carlos Figueiras no Diario Cultural
Março 12, 2009

Recuperamos agora a intervenção de Estaleiro Editora, em 19 de Março de 2008, no programa Diario Cultural, da Radio Galega, por medio de uma entrevista a Carlos Figueiras motivada pela apresentação pública do projecto e o lançamento do livro Plan de Fuga, de Alberto Lema.
Para ouvir a entrevista:
Carlos Figueiras (Estaleiro Editora) no Diario Cultural (19/03/2008)
Conheçamos Copyriot
Março 4, 2009

Com a intenção de continuarmos a divulgar projectos relacionados com a cultura livre, publicamos agora, neste post, o manifesto de Copyriot, uma iniciativa impulsionada no vizinho Portugal por diferentes produtores e entidades da cultura como Casaviva, Raízes, Trocal, A. Pedro Ribeiro, Gaia, Sopa, Trashbaile, Rui Ricardo , DJ Kim, Espaço Musas, Barrako 27, DJ ZKA, RC, Sketxz, Natz e Colher para Semear (Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais ).
No seu web é possível encontrar contactos, programas de actividades e textos de muito interesse relacionados com as licenças e o mundo da cultura livre.
Copyriot – manifesto
Em defesa do conhecimento
e da cultura para todos
No mundo de hoje, regido pela febre do consumo e pelo dinheiro, a espiritualidade do ser humano, a sua criatividade, o conhecimento acumulado ao longo de milhares de anos, o rico mosaico de culturas que conforma a espécie, estão seriamente ameaçados. Seria de estranhar que algo de tão importante escapasse à protecção das leis. E, de facto, não escapa. Mas os interesses económicos das multinacionais adulteraram todo o sentido destes conceitos. O que deveria servir a criação transformou-se em protecção ao investimento, impedindo inclusivamente o exercício efectivo dos direitos mais elementares do homem, tais como o direito à vida, ao conhecimento, à sua identidade, ao seu direito a participar activamente na vida espiritual da sociedade.
Actualmente, o regime de direito de autor não satisfaz as necessidades da sociedade nem está de acordo com as possibilidades que o desenvolvimento tecnológico coloca nas suas mãos. Este sistema transformou-se em legitimador da submissão da cultura às leis do mercado, favorecendo a dominação económica e cultural dos povos.
O direito de autor como direito humano deve ter implícito o equilíbrio entre o direito do autor à sua obra e o direito da sociedade a ter acesso a ela. Este equilíbrio foi quebrado, não a favor dos autores nem da sociedade, mas a favor dos que exercem os direitos em nome dos autores, ou seja, os cada vez maiores monopólios da indústria editorial, informática, biotecnológica e do entretenimento. O exercício dos monopólios exclusivos que a legislação de propriedade intelectual outorga entra frequentemente em contradição com o exercício de direitos humanos tão importantes como o direito à saúde, à vida, ao conhecimento e à educação. E são sempre estes que saem a perder.
Por detrás de uma aparente defesa dos direitos dos autores, os interesses empresariais juntam criadores, governos e sociedade em geral ao reforço das legislações de propriedade intelectual e à sua hegemonização internacional, tomando como referente as propostas dos países mais desenvolvidos, apoiados por muitos organismos internacionais. Desta forma, a cultura, o intercâmbio de conhecimentos e o desenvolvimento vêem-se seriamente danificados.
A inclusão de normas de propriedade intelectual nos acordos da OMC e nos tratados de comércio livre não é mais do que o fechar do círculo, ameaçando seriamente a soberania e a diversidade cultural dos povos. Ao obrigar os Estados a adoptarem conceitos de direitos de autor muito restritos ao impedi-los de exercer políticas culturais de protecção efectiva, os monopólios garantem um comércio de produtos e serviços culturais desigual e afoga-se o desenvolvimento das expressões culturais locais.
Por outro lado, o estudo dos processos criativos em todo o mundo demonstra a falta de universalidade de muitos dos conceitos e instituições criados pelo direito de autor para a protecção da criação, ao não reconhecer, entre outros aspectos, as formas colectivas de criação e apropriação dos povos originários, ou a necessidade de outras formas de regulação que não a dos monopólios exclusivos de exploração dos resultados criativos. O sistema vigente, ao ser aplicado a realidades e momentos tão diferentes, apenas tornou possível (e até motivou) as utilizações ilegítimas e o saque do património colectivo.
A criação não se defende impedindo a sua difusão. Normas mais rígidas não trarão mais criatividade. Para proteger a criação tem que se garantir os seus espaços, estimulá-la, incentivá-la, tenha ou não êxito comercial, apenas em virtude da sua condição de expressão da espiritualidade do ser humano, de cada um deles na sua infinita diversidade. Há já muitos locais em que se notou a evidência das contradições assinaladas e onde se formam posições contrárias. Surgiu um número considerável de iniciativas que têm como objectivo o uso de modelos legais mais permissivos, que fomentam a solidariedade e a cooperação em vez de a proibir. Princípios como o GPL, o Copyleft, as iniciativas Creative Commons, abriram um caminho ao qual se juntaram associações de profissionais, intelectuais, criadores e programadores que começam a transformar, a pouco e pouco, o cenário internacional.
Tendo em conta estes princípios, parece-nos importante:
1.Construir, na teoria, um pensamento anti-hegemónico integrador em matéria de direitos culturais, artísticos, intelectuais, científicos e tecnológicos.
2.Articular a resistência através da ligação entre pessoas, instituições, meios de difusão, organizações e redes sensíveis a estes problemas, que permitam desenvolver a capacidade mobilizadora necessária para dar resposta imediata, por todos os meios possíveis, às manobras do poder hegemónico tanto a nível nacional como internacional.
3.Apoiar as alternativas em marcha no âmbito da cultura livre.
4.Inventar propostas ou projectos viáveis que tenham como objectivo principal o fomento de relações culturais e fluxos de conhecimentos entre pessoas, que estimulem a criatividade da sociedade como via para o enriquecimento do património cultural, educativo e espiritual dos povos, ao mesmo tempo que favorecem o acesso de todos aos resultados que se alcancem.
É por estas e por muitas outras razões que achamos indispensável o debate e a criação de alternativas reais que, de alguma forma, protejam quem cria e que lhe permitam decidir livremente qual o rumo e quais os moldes em que pretende divulgar e fazer conhecer a sua obra. Em suma, é necessária a criação de alternativas que defendam realmente as obras e os direitos de quem as cria, e não apenas de quem cria riquezas à custa da exploração da obra e da submissão do(s) criador(es).
Porque quem realmente é o nosso inimigo não é o pessoal que gosta, copia, divulga, mostra, troca, empresta, apoia, o que se faz, mas antes quem nos impede de mostrarmos o que fazemos e que reprime quem o faz.
Por tudo isto, não queremos passar sem deixar bem claro que somos defensores da diversidade cultural. Somos pessoas, artistas, criadores e distribuidores que, a partir de modelos alternativos, criticam as cadeias tradicionais de produção e distribuição das multinacionais. Lutamos pela salvaguarda das expressões culturais dos povos, defendemos culturas e formas de expressão em perigo real de serem absorvidas pela cultura hegemónica, acreditamos no chamado património cultural imaterial, nas formas de criação e apropriação culturais colectivas, como os conhecimentos tradicionais. Somos também artistas que levam a cabo ou apoiam uma alteração nas formas de criar. Pessoas que clamam por um maior acesso à informação e ao conhecimento, em defesa dos interesses sociais, criticando aspectos como o secretismo, a competitividade e o facto de as necessidades de mercado se sobreporem às verdadeiras necessidades da sociedade, o que acaba por resultar na imposição de uma pseudo-cultura enlatada que é utilizada como meio de dominação. Queremos que o direito de autor seja reconhecido dentro dos direitos culturais nas suas duas vertentes: como direito outorgado ao criador e como direito de acesso da sociedade aos resultados e aos processos criativos.
Glayiu Editorial
Fevereiro 27, 2009
Com a intenção de darmos a conhecer diferentes projectos de edição sob licenças livres , apresentamos agora Glayiu Editorial, que se integra no colectivo mais amplo, Glayiu, nascido há uns anos como página de comunicação dos movimentos sociais asturianos. Glayiu Editorial publica, sob licenças Creative Commons, textos que considera necessários para a sociedade asturiana mantendo-se independente do mercado editorial oficial.
Em 2008, Glayiu Editorial lançou o livro El demonio te coma las orejas [1997-2008], de David González, em que o autor faz crónica dos seus anos de juventude, marcados pelo cárcere e a poesia. Recentemente vem de publicar Carlos Marighella, El deber del revolucionariu, de que juntamos imagem da capa, dados e resenha originais:
CARLOS MARIGHELLA, EL DEBER DEL REVOLUCIONARIU
Inclúi torna’l asturianu del Manualín del guerrilleru urbanu y Carta a los revolucionarios europeos de Carlos Marighella.
Autor: Tino Picos Maestros.
Llingua: Asturianu.
Ref: Glayiu-01.
Preciu: 5 Euros.
(Consultar preciu pa les distribuidores alternatives)
Nº Páxines: 108.
Portada: Color, plastificado mate, con solapas.
Ilustraciones: Si.
Llicencia: Copyleft (Creative commons 2.0 by-nc-sa)
Na efervescencia política de los años 60, nel cumal del enfrentamientu ente los bloques socialista y capitalista nun hubo requexu na periferia del mundu que fuera ayenu a la violencia d’esti conflictu. Lluches de descolonización, pola lliberación nacional, pol socialismu o por valtiar la sociedá del espectáculu xorrecíen no que paecía la esplosión de milenta vietnams. En Brasil, un país somorguiau a una dictadura militar sangrina dende l’añu 64, el movimientu revolucionariu tuvo que pasar a la clandestinidá pa poder sobrevivir. Los movimientos de mases de comienzos de la década tuvieron qu’escoyer ente desapaecer o facer el so trabayu dende la solombra. Carlos Marighella, el que fuera un brillante diputáu comunista mentantu hubo democracia en Brasil, foi ún de los qu’apostó por combatir la violencia de la dictadura con más violencia, hasta les últimes consecuencies. En mediu del marabayu de la vida clandestina alcontró tiempu pa dexar escrites les sos idees fundamentales sobre la llucha antiimperialista y el camín de Brasil hacia la revolución. Carlos Marighella. El deber del revolucionariu ye’l primer estudiu monográficu n’asturianu que s’avera a la vida y pensamientu d’esti políticu brasileñu y teóricu de la guerrilla. Inclúi la so obra más conocida, el Manualín del guerrilleru urbanu, llibru señeru pa tolos grupos revolucionarios de los años 70, que desplica de manera mui cenciella los razonamientos d’aquéllos qu’escueyen la violencia como forma de llucha política y les normes básiques de funcionamientu d’una organización armada clandestina.
L’espardimientu tremendu qu’esti llibrín tuvo nel so momentu faen d’él una obra fundamental pa la conocencia de la década na que’l movimientu revolucionariu mundial más cerca tuvo de camudar el nuestru presente.

